17/06/2026
Como consumidores, já nos é natural ver os produtos em embalagens, todas diferentes umas das outras, mas nem sempre paramos para pensar na embalagem em si e a analisá-la minuciosamente. Todos os alimentos têm as suas necessidades de acondicionamento, e com o café não é diferente.
As embalagens kraft são feitas de papel cartão exterior, laminado com alumínio e plástico PE (Polietileno) nas suas camadas interiores. Se analisarmos a necessidade da presença cada material na embalagem, conseguimos concluir que esta foi criteriosamente pensada para acondicionar o café conforme as suas exigências de conservação.
A conservação do café, moído ou em grão, exige a ausência de contacto do oxigénio com o produto, pois este provoca a oxidação e o envelhecimento do café, deixando-o rançoso. Para este quesito, a embalagem traz uma válvula unidirecional instalada. Isto é: como o café acabado de torrar vai libertando CO2 lentamente, a válvula serve para deixar sair o gás e, ao mesmo tempo, impedir a entrada do oxigénio.
O café também não deve estar exposto aos raios solares ou à luz direta, que degradam os seus óleos essenciais. Para isso, o papel cartão da parte exterior cumpre o propósito de bloquear a luz.
Já nas camadas internas, o alumínio funciona como uma barreira absoluta, protege o café contra a entrada de oxigénio e humidade (pois o cartão sendo um material poroso, poderá deixar entrar oxigénio). No entanto, o calor continua a ser um fator negativo, pois embora o papel exterior ajude a atenuar a oscilação térmica, se a embalagem f**ar exposta ao sol, o calor acabará por entrar.
Para reforçar a proteção contra a humidade e garantir a segurança alimentar, entra o plástico PE na camada mais interna. Esta camada, para além de impermeabilizar, permite a selagem hermética da embalagem.
Por fim, para acondicionar o café após a abertura da embalagem, entra o sistema ziplock. Esta fecha e sela o pacote muito melhor do que a utilização de uma mola, que nunca o veda totalmente.