31/05/2026
Hoje não queremos falar de carros.
Quero falar de pessoas.
Se aquilo que se diz sobre o Raul for verdade, então falhámos todos.
Falhámos porque transformámos as redes sociais num tribunal onde qualquer pessoa se sente no direito de julgar, insultar, humilhar e atacar alguém que nunca conheceu verdadeiramente.
Durante anos vimos um homem a construir um negócio, uma marca e uma comunidade. Vimos os vídeos, os carros, os sucessos, os erros, as polémicas e as quedas.
Mas esquecemo-nos de uma coisa:
Por trás do ecrã estava uma pessoa.
Uma pessoa que sentia. Uma pessoa que sofria. Uma pessoa que, como todos nós, carregava batalhas que ninguém via.
O mais triste é que muitos dos que hoje deixam mensagens de homenagem são os mesmos que ontem alimentavam grupos, páginas, comentários e ataques constantes.
As palavras têm peso.
Os comentários têm peso.
O ódio tem peso.
E ninguém sabe o que se passa na cabeça de alguém quando desliga a câmara e f**a sozinho.
Talvez esteja na altura de percebermos que não é preciso concordar com tudo o que alguém faz para o tratar com dignidade.
Porque seguidores não substituem amigos. Likes não substituem apoio. E fama não substitui paz.
Se esta tragédia servir para alguma coisa, que sirva para nos lembrar que atrás de cada perfil existe uma pessoa real.
E que às vezes uma palavra pode salvar alguém.
Ou destruí-lo.
Descansa em paz, Raul.
Habemus papa amore!!