03/04/2020
Os germes são seres vivos infinitamente pequenos, não sendo possível vê-los a olho nú. Para
serem visualizados, precisamos da ajuda de um microscópio. Por isso são chamados de
microrganismos ou micróbios = micro (pequeno) bio (vida).
Estes micróbios são classif**ados em:
- protozoários
- fungos
- vírus
- bactérias
Como exemplo de doenças causadas por protozoários temos a Giardíase, doença intestinal que
causa diarréia, a Doença de Chagas causada pelo trypanossoma ou a Toxoplasmose, doença transmitida
pelo gato ou carne mal cozida de porco e carneiro contaminados. Das doenças causadas por fungos,
temos as micoses de pele e a Candidíase oral (sapinho) ou vaginal. Exemplos de doenças causadas por
vírus temos a Gripe, a Hepatites e a AIDS. Como doenças bacterianas, os furúnculos, as amigdalites, as
cistites, as diarréias e as pneumonias causadas por estes germes são alguns exemplos. Assim, f**a ilustrado que os microrganismos, também chamados de agentes infecciosos, podem causar infecção.
Infecção é uma doença caracterizada pela presença de agentes infecciosos que provocam danos
em determinados órgãos ou tecidos do nosso organismo causando febre, dor, eritema (vermelhidão), edema
(inchaço), alterações sangüíneas (aumento do numero de leucócitos) e secreção purulenta do local afetado, muitas vezes.
CAPÍTULO 1 APÍTULO 1 APÍTULO 1
OS GERMES E A ORIGEM
DAS INFECÇÕES S INFECÇÕES
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MANUAL DE BIOSSEGURANÇA PARA SERVIÇOS DE SAÚDE
O nosso contato com microrganismos não signif**a obrigatoriamente que desenvolveremos doenças, muito pelo contrário, o homem, os animais e as plantas não apenas convivem com os germes, mas
dependem direta ou indiretamente deles. Todas as áreas da Terra, que reúnem condições de vida, são
habitadas por microrganismos e nós sempre convivemos com eles; inclusive em nosso corpo, onde eles
auxiliam na proteção de nossa pele e mucosas contra a invasão de outros germes mais nocivos. Estes
seres vivos minúsculos decompõem matéria orgânica transformando-a em sais minerais prontos para
serem novamente sintetizados em substratos nutritivos que formarão os vegetais do qual homem e animais se alimentam. O homem (hospedeiro) e os germes (parasitas) convivem em pleno equilíbrio. Somente a quebra desta relação harmoniosa poderá causar a doença infecção.
A doença infecciosa é uma manifestação clínica de um desequilíbrio no sistema parasito-hospedeiro-ambiente, causado pelo aumento da patogenicidade do parasita em relação aos mecanismos de defesa
antiinfecciosa do hospedeiro, ou seja, quebra-se a relação harmoniosa entre as defesas do nosso corpo e
o número e virulência dos germes, propiciando a invasão deles nos órgãos do corpo. Alguns microrganismos possuem virulência elevada podendo causar infecção no primeiro contato, independente das nossas
defesas. Outros, usualmente encontrados na nossa microbiota normal, não são tão virulentos, mas podem
infectar o nosso organismo se diminuímos a nossa capacidade de defesa.
A capacidade de defesa antiinfecciosa é multifatorial, pois é influenciada pela nossa idade
(bebês e idosos), estado nutricional, doenças e cirurgias, stress, uso de corticóides, quimioterapia,
radioterapia, doenças imunossupressoras (HIV, leucemia), fatores climáticos e precárias condições
de higiene e habitação.
Na natureza, o estado de esterilidade, definido como ausência de microrganismo vivo, é excepcional e transitoriamente encontrado no feto durante a gestação, excluindo os casos de bebês
contaminados via placentária pela mãe. O contato com os microrganismos começa com o nascimento, durante a passagem pelo canal vaginal do parto, onde a criança se contamina com os germes da
mucosa vaginal e então se coloniza mantendo-se por toda a sua existência, até a decomposição total
do organismo após a sua morte