21/08/2018
VOCÊ SABE O QUE É UM "CARRO REPASSE" ???
Você já viu isso antes.
Você está navegando pela internet procurando um carro para comprar (ou para não comprar — quem nunca fez isso não é?) e t**a com um exemplar com um visual bacana e um preço que o deixa ainda mais bonito. Aí você abre o anúncio e na descrição diz: “carro de repasse”. Como assim? Que é um carro de repasse?
Bem, existem dois tipos de carro de repasse.
Na verdade, são dois tipos de repasse. Eles são muito parecidos, mas as diferenças estão em detalhes.
Normalmente o termo carro de repasse indica um carro vendido no estado em que se encontra e sem a garantia de 90 dias para motor e câmbio prevista pela legislação brasileira. Por esse motivo eles são vendidos a preços mais baixos que os praticados pelo mercado; o comprador aceita abrir mão da garantia em troca de um preço mais baixo.
Um outro tipo de repasse
Há ainda um outro tipo de repasse, praticado por concessionárias. A maioria das negociações de carros zero-quilômetro envolve um modelo usado como entrada ou parte do pagamento. Para não perder o negócio, as concessionárias tendem a aceitar praticamente qualquer carro – mesmo que eles já sejam velhinhos — os modelos mais novos e em melhor estado, vão para o setor de semi-novos e usados. Os demais são vendidos a revendas por preços mais baixos (é por isso que geralmente pagam pouco nos carros dados em troca) e no estado em que se encontram — são “repassados” a estas revendas.
Isso não significa que são carros em mau estado. A conta basicamente leva em consideração custo a revisão para revendê-lo, a idade do carro, a média anual de quilometragem, e até fatores como a demanda pelo modelo/revisão.
Esse tipo de repasse, vindo de concessionárias, é algo bastante procurado no mercado de usados, porem raramente elas "repassam" o carro a cliente pessoa física. O motivo é simples e racional: evitar complicações legais com eventuais problemas que os carros não-revisados possam ter.
O nome “repasse”, contudo, não tem a ver com o estado do carro, mas com o fato de o carro ter entrado como parte do pagamento em uma negociação e não interessar ao vendedor ou ser financeiramente desvantajoso de se reparar/revisar ou garantir. Ele então está pegando o carro para “repassá-lo” adiante. Geralmente o negócio se torna desvantajoso quando há alguma peça muito cara que precisa ser substituída (como módulos eletrônicos ou turbos), quando o trabalho de funilaria e pintura é muito extenso, quando o motor já está perto de precisar de uma retífica, quando freios e pneus precisam ser trocados etc.
E embora pareça algo arriscado ou sem sentido, comprar um carro de repasse, para algumas pessoas o negócio é vantajoso. Há quem conserte o carro por contra própria, quem seja especialista em determinado modelo e sabe repará-lo sem gastar muito, quem não se importa em rodar por aí com um carro com pintura queimada, ou com a quilometragem um pouco alta.
Gostou??
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