28/12/2025
PENSAMENTO DO ANO...
De um Golf para um Dacia: o retrato cruel da “Europa moderna”
Em 2000, o carro mais vendido na Europa era o Volkswagen Golf — o símbolo de uma Europa industrial, produtiva e confiante.
Um carro sólido, fabricado por operários bem pagos, com aço europeu, motores feitos na Alemanha, e orgulho na engenharia.
Em 2025, o carro mais vendido é o Dacia Sandero — feito na Roménia, com componentes espalhados entre a Turquia, Marrocos e a China.
Eis o progresso europeu.
Passámos de produzir o que o mundo comprava, para comprar o que o mundo produz.
De fábricas cheias, para “centros de inovação” cheios de PowerPoints.
De engenheiros de motores, para gestores de “sustentabilidade” e “inclusão”.
A Europa transformou-se no continente dos relatórios bonitos — e das carteiras vazias.
A destruição do setor industrial europeu
Em 2000, a indústria representava quase 20% da economia da zona euro.
Hoje ronda 13%, e em países como França caiu para menos de 11%.
A produção de aço — base de qualquer economia sólida — caiu 30% desde 2008, segundo a World Steel Association.
Entre 2023 e 2024, a produção industrial da zona euro caiu mais 2,2%, segundo dados do Eurostat.
Mas os políticos continuam a repetir o mantra: “Estamos a liderar a transição verde.”
Claro que estamos — diretamente para o desemprego verde.
O resultado é simples:
As fábricas foram para a China, Índia, México e Vietname — onde há energia barata, menos burocracia e governos que ainda sabem o que é proteger a produção nacional.
Nós ficámos com o que sobra: as reuniões do Parlamento Europeu, e a sensação de superioridade moral.
Fechar o campo, importar a comida
O setor primário europeu — aquele que alimentava o continente — também foi “modernizado”.
Entre 2010 e 2020, fecharam mais de 3 milhões de explorações agrícolas na União Europeia.
Os agricultores foram esmagados por burocracia, metas de carbono, e uma avalanche de regulamentos.
Agora importamos fruta do Chile, cereais da Ucrânia e legumes de Marrocos — tudo em nome da “sustentabilidade”.
A lógica é brilhante: deixamos de produzir localmente para reduzir emissões...
mas trazemos os mesmos produtos de barco e camião, vindos de 5.000 km de distância.
Genial.
A China agradece
Enquanto nós discutíamos “identidade de género” e “quotas climáticas”, a China comprava a Europa — pacientemente, empresa a empresa.
Hoje, eis alguns exemplos:
Volvo pertence à Geely (China).
MG pertence à SAIC Motor (China).
Pirelli tem capital maioritário chinês.
Mercedes-Benz e Volkswagen têm acionistas estatais chineses (BAIC e FAW, respetivamente).
E as baterias elétricas da nova era verde europeia vêm... da CATL (China).
As importações da UE da China representam 21% de tudo o que compramos fora, mas só 8% das nossas exportações vão para lá.
Resultado: dependência, défice e vulnerabilidade.
A Europa entrega o seu know-how, a China entrega os produtos — e os lucros.
O poder de compra evaporado
Com fábricas a fechar, salários estagnados e impostos em alta, o europeu médio perdeu aquilo que tinha de mais valioso: o poder de compra.
Hoje, para muitos, o sonho de ter um carro novo é o Dacia Sandero — SIMPLES, BARATO, FUNCIONAL...
Não é culpa do Dacia; é o sintoma de um continente que já não consegue produzir o seu próprio Golf.
Mas continuamos convencidos de que “somos ricos”.
Ricos em dívida, em taxas, em energia cara, e em ilusões.
O europeu moderno acha-se desenvolvido porque tem Netflix, painéis solares e delivery vegan —
mas já não tem independência económica, nem indústria, nem segurança alimentar.
A ironia do “progresso”
A Europa passou 25 anos a lutar contra tudo o que a tornava forte:
Contra a agricultura (“polui”).
Contra a indústria (“não é sustentável”).
Contra o carvão, o gás, o nuclear (“não são verdes”).
Contra a propriedade (“é privilégio”).
E agora olha à volta e pergunta-se:
“Porque é que estamos a ficar mais pobres?”
Talvez porque confundimos progresso com autoflagelação económica.
Conclusão: o caminho errado com orgulho
Em 2000, comprávamos o Golf — feito na Europa, por europeus, para europeus.
Em 2025, compramos o Dacia — feito na Roménia, montado com peças chinesas e vendido como ‘europeu acessível’.
A diferença não está no carro.
Está em NÓS
O velho continente tornou-se o novo cliente.
E enquanto a China fabrica, a Índia cresce e a América se reindustrializa, nós continuamos a discutir quantos “géneros” existem e quantas vacas é que emitem CO₂ a mais.
PARABÉNS EUROPA...
PARABÉNS AOS POLÍTICOS DE M***A que temos no MUNDO inteiro.
Estamos a conseguir o impossível:
EMPOBRECER com orgulho.