21/06/2013
O INIMIGO DENTRO DE CASA
A Legionella foi descoberta apenas em 1976, nos EUA, quando atingiu um grupo de veteranos da segunda guerra, que estavam em um congresso em um hotel na Califórnia, dos 120 veteranos, 45 morreram e 60 tiveram conseqüências graves, daí o nome da doença, já que os primeiros casos se deram com os legionários da 2° guerra mundial.
Hoje no Brasil estima-se que mais de 50 mil pessoas tenham contraído a bactéria da Legionella apenas em 2002, sendo que mais de 30 mil pessoas morreram.
A doença é muito comparada a uma pneumonia, porém a força com que a bactéria ataca o pulmão acaba levando ela a outros órgãos do corpo humano como coração, fígado e rins.
A médica pneumologista Alessandra Souza afirma que quando não tratada a tempo a bactéria pode matar e quando não leva a morte deixa seqüelas irreversíveis no paciente
"É como se tivéssemos uma bola de problemas, ou seja, sempre que você conseguir sair de uma gripe ela voltara pois seu pulmão graças a Legionella esta debilitado" afirma Alessandra
Empresário da cidade de Taubaté que trabalha com produtos para a higienização de ar condicionado e salienta que muitas limpezas que são feitas em alguns locais não cumprem as determinações da Anvisa e representam perigo ao consumidor.
"Muitas pessoas acreditam que qualquer limpeza as livra das bactérias, porem são apenas as que estão em conformidade com a lei 3523 de 1998 podem ser utilizadas, este decreto prevê que aparelhos de ar condicionado devem ser higienizados apenas com produtos desenvolvidos expecif**amente para aparelhos de ar condicionados".
Em decreto a Anvisa lembra que a multa podem ser muito grande, dependendo do estabelecimento, e se houver mortes pela bactéria a pessoa ainda pode responder processo civil e criminal.
No Brasil ocorreram diversos casos como o do ex-ministro das comunicações Sergio Motta que acabou falecendo em 1998, vitima dessa bactéria que se alojava em seu ar condicionado.
Isto fez com que o Ministério da Saúde na época aprovasse o decreto que definiu a qualidade do ar interno, outra morte bastante conhecida é a do médico ginecologista e ex-presidente Associação Médica de Minas Gerais Ricardo Savassi Biagioni que contraiu a doença no ar condicionado que mantinha em seu escritório, quando foi internado no Hospital Madre Tereza, em Belo Horizonte, apresentau um quadro de vômito, diarréia e febre alta.
Seu irmão o empresário Ricardo Biagioni afirma que o irmão ainda foi prejudicado já que fumava muito.
"O Ricardo foi internado direto na UTI e ficou lá por 15 dias. Soubemos que era legionella e ele recebeu o tratamento, mas não adiantou" afirma ele, que diz que nenhum médico conseguiu acreditar no fato da bactéria ser tão forte.
O infectologista Estevão Urbano, que fez parte da equipe que atendeu o ginecologista, explica que a bactéria passa pela traquéia, vai para os pulmões e f**a incubada de cinco a 10 dias, causando depois desse período a pneumonia que leva a morte.
A melhor forma de prevenção da contaminação por legionella, segundo o infectologista, é realizar a higienização períodica do aparelho por empresa e profissional qualif**ados e realizar a limpeza dos filtros de ar. Fazer com que as comissões de controle de infecção hospitalar e a Anvisa, fiscalizem os locais para que não haja mais casos desta doença que na maioria das vezes é fatal, ou seja, tomar todo cuidado com os mecanismos de refrigeração.
Ou seja é melhor prevenir do que remediar, cada caso é um caso, e na maioria neste caso da legionella remediar pode custar muito caro para a pessoa.