28/05/2026
Por conta da diabetes gestacional e do uso de insulina, a indução era uma realidade
Teve acupuntura, com a maravilhosa, descolamento de membranas, óleo de prímula… até chegar o dia de passar o balão. Passei, pela manhã e voltei no início da noite.
Quando cheguei para internar, a estava lá me esperando, sempre muito atenciosa.
Após a internação, o balão saiu. A Carol avaliou: eu já estava com 7 centímetros.
E aquilo nos deu muita esperança de que seria um parto rápido.
Mas não foi.
As contrações eram fortes, mas curtas e um pouco irregulares. E aquele parto que tinha tudo para acontecer rapidamente acabou sendo um parto lento, travado, exigente.
E foi justamente nas horas mais difíceis que eu entendi, mais uma vez, como ninguém pare sozinha.
A foi incrível, calma, paciente, segura e a forma firme, mas tranquila, com que conduziu tudo fizeram toda a diferença.
Acredito que em outro cenário eu tivesse acabado em uma cesárea.
Mesmo sabendo que provavelmente não estaria no parto, a .anamantovani acompanhou tudo até sua viagem e passou meu caso para a Carol com muito cuidado e atenção.
E isso faz diferença.
Chegar para um parto sentindo que existe uma equipe alinhada, que conhece tua história e realmente se importa com aquele nascimento traz muita segurança.
A .fisio esteve sempre ao meu lado, sua presença silenciosa, o olhar atento e a confiança com que seguia acreditando que aquele parto era possível… tudo isso me sustentou muito.
A , em um momento em que eu já pode não acreditava mais que meu corpo responderia, lembro de olhar para ela enquanto rezava o terço.
Aquilo me permitiu me entregar de um jeito que o medo de não conseguir ainda não permitia. Eu queria controlar tudo.
Esse parto me relembrou algo muito importante: o parto acontece no corpo da mulher, mas também é profundamente atravessado pelas pessoas que a sustentam durante o caminho.
Às vezes, o que faz uma mulher continuar não é força física.
É encontrar, ao redor dela, pessoas que permanecem firmes quando ela já não consegue mais estar.