30/07/2026
O controle de pragas não é responsabilidade exclusiva da empresa especializada contratada para realizar as visitas periódicas.
É de toda a indústria.
Afinal, a eficácia do controle vetorial depende diretamente de como os ambientes são higienizados no dia a dia.
Inclusive, a RDC nº 275/2002 da Anvisa trata o Controle Integrado de Vetores e Pragas Urbanas como um dos sete POPs obrigatórios para indústrias de alimentos, pois ele não pode ser dissociado das demais rotinas operacionais.
Resíduos orgânicos mal removidos, acúmulo de gordura em ralos e cantos, frequências de higienização inadequadas e produtos saneantes que não eliminam os substratos que atraem pragas tornam qualquer intervenção externa insuficiente.
Os insumos utilizados e a forma como a higienização é executada criam (ou eliminam) as condições que favorecem a presença de pragas na operação.
A empresa terceirizada de controle vetorial atua sobre o problema já instalado. A higienização bem estruturada é o que impede que ele se instale.
Para manter controle sanitário real, sua indústria precisa rever os dois processos de forma integrada.
Concorda?